Saiba quais são as diferenças entre os principais jogos de FPS

Veja quais jogos de tiro servem melhor ao seu PC e perfil

Os games mais populares e jogados do mundo são os jogos de tiro em primeira pessoa (First-Person Shooters ou FPS, na tradução em inglês). Não à toa, títulos como Counter-Strike: Global Offensive (CSGO) e Rainbow Six: Siege apresentam um calendário anual extenso de competições que movimentam milhões de dólares.

Apesar de similares em objetivo, contudo, os títulos têm características próprias que os tornam muito diferentes um do outro. Veja abaixo as peculiaridades de cada um:

Counter-Strike: Global Offensive

Foto: Reprodução

O game o coloca na pele de um agente Terrorista (T) ou Contra-Terrorista (CT). Você escolhe a arma de sua preferência no menu de compras e se equipa de utilitários como granadas de luz para atordoar adversários ou coquetéis molotov para impedir seu avanço. Caso seja T, seu objetivo é plantar a bomba em um terreno neutro ou eliminar todos os oponentes.

Jogando de CT, você precisa matar todos os adversários antes de a bomba ser plantada ou então desarmá-la antes de ela explodir. Depois de 15 rounds jogados no total, os times invertem os papeis. Leva o mapa quem vencer 16 rounds primeiro ou é dado o empate no 15 a 15.

Existem também modos alternativos para diversão ou treino. O Braço Direito, por exemplo, permite a você e um amigo jogar contra outra dupla pelo domínio de um mapa menor do que o usual. No Mata-Mata, o conhecido deathmatch, você enfrenta inimigos indiscriminadamente e é ressuscitado imediatamente após ser abatido.

Existem ainda modos específicos, como o Mata Pombo, em que a gravidade é reduzida e você só pode usar um tipo de arma, e até um battle-royale chamado Zona de Perigo.

Os atrativos do CS são a simplicidade da jogatina e os gráficos mais leves do que os dos concorrentes. Por requerir especificações mínimas que permitem a qualquer um jogar mesmo em computadores pouco potentes, tornou-se bastante popular.

Lógico que, quanto melhor o processamento e capacidade gráfica do computador, melhor a experiência, mas para iniciantes e jogadores casuais pode ser fundamental. Pode ser baixado de graça na Steam.

Rainbow Six: Siege

(Foto: Divulgação)

Diferentemente de CS:GO, o R6 não nasceu como um jogo de tiro competitivo. Ele foi criado em 1998 como um título de ação e aventura pensado inicialmente para os consoles da época e assim evoluiu até 2015.

Nesse ano, a desenvolvedora Ubisoft lançou Siege, que focou totalmente no aspecto competitivo com modos de jogo 5 contra 5 e sem uma opção de fazer campanha solo.

O maior diferencial de R6 para o CS:GO é a complexidade do gameplay. Enquanto no FPS da Valve a ação é bem direta e cada round não costuma passar de 2 minutos de duração, em R6 cada round já dura por volta de 3 minutos e existe uma fase de preparação.

Nela, o time da defesa escolhe um bomb site para proteger e pode armar defesas, que vão de reforços para paredes até minas posicionadas em lugares estratégicos para pegar adversários desprevenidos.

No ataque também existem mais opções. É possível fazer rapel em paredes de alguns cenários e ainda usar drones para checar áreas específicas. O elemento mais divertido é poder abrir buracos nas portas e paredes para criar novos ângulos de combate durante a ação.

Por falar em ângulos, a marca registrada do FPS da Ubisoft é a mira inclinada em 45 graus, que permite ao jogador checar uma posição sem expor muitas partes do corpo.

O Siege ainda possui uma fase de banimentos que dá maior profundidade às estratégias. O R6 permite a escolha dos personagens durante a partida, chamados de operadores, cada um com armas específicas e algumas habilidades únicas. Assim, é possível vetar um operador para o time adversário.

Vence o mapa quem marcar 7 rounds primeiro ou 8, caso a partida chegue a um empate em 6 a 6. Custa R$ 59,99 na Steam.

Valorant

(Foto: Reprodução)

Lançado em 2020 pela Riot Games, é a obra mais recente da lista. Ela mistura elementos de Overwatch, Paladins, CS:GO e até Rainbow Six para criar uma gameplay bastante única.

As noções básicas dos outros jogos se fazem presentes, como o conceito de strafe do CS e a importância de técnicas de reconhecimento de terreno do R6, mas o modo de execução é bem diferente dos demais.

Assim como o CS, é um título que não exige muita potência do computador, para a alegria dos jogadores casuais ou sem condições financeiras. Por ser um título muito mais colorido do que CS ou R6, tanto na concepção dos personagens quanto dos cenários, é também um game mais leve de se jogar, psicologicamente falando.

Mesmo sendo um jogo de tiro, a violência é atenuada, o que também pode torná-lo mais atrativo a um público mais jovens.

Atualmente, existem 15 personagens selecionáveis, todos com habilidades únicas e alguns agrupados em classes que representam sua melhor qualidade. O boneco Omen, por exemplo, é da classe Controlador e pode invocar cortinas de fumaça que também cegam adversários. Seu golpe especial (Ultimate) o permite se teletransportar para qualquer ponto do mapa.

Outra personagem, Sage, da classe Sentinela, pode restaurar vida dos aliados e criar barreiras físicas, além de ressuscitar um companheiro com sua Ultimate. E por aí vai. Pode ser baixado de graça no site oficial do jogo.

Overwatch

(Foto: Reprodução)

O cenário competitivo de Overwatch é gigantesco nos EUA e igualmente relevante na China, mas desde que foi criada uma liga oficial, em 2017, não conseguiu adquirir a mesma penetração nos demais cantos do globo.

Europa e Coreia do Sul também possuem cenários fortes, mas dia após dia jogadores e influenciadores do jogo reclamam nas redes sociais sobre a debandada de pro players e perda de interesse do público pelas competições. A liga brasileira, por exemplo, foi extinta em 2020.

Apesar dos pesares, a jogatina casual de OW, desenvolvido pela Blizzard, é muito divertida por combinar o caos de um campo de batalha tumultuado com a sutileza de uma estratégia para conquistar o objetivo daquele mapa em meio à destruição.

Diferentemente dos três supracitados, em OW você não é eliminado quando alguém te abate. Assim como nos modos de mata-mata, você ganha a possibilidade de ressuscitar e se juntar novamente ao combate. Overwatch também tem a maior variedade de personagens para se escolher, 28, sendo divididos em três classes: Dano, Tanque e Suporte. Pode ser comprado por R$ 69 na loja da Blizzard.

No modo competitivo, existem quatro tipos de mapas jogáveis:

  • Os de Assalto colocam um time na defensiva e outro na defensiva e o objetivo dos atacantes é conquistar os objetivos espalhados pelo mapa, enquanto obviamente dos defensores é protegê-los. Ganha quem tiver mais ao fim do tempo.
  • Os de Controle colocam os times em uma série melhor de 3 rounds para obter 100% de dominância sobre aquele mapa.
  • Os de Escolta obrigam o time atacante a proteger uma carga até o ponto de entrega, enquanto os defesnores deverão impedir que isso aconteça eliminando o maior número de vez possível os inimigos.
  • Os Híbridos combinam as características do tipo Assalto e Escolta.

Menções honrosas

Similar ao CS, CrossFire já teve brasileiro campeão mundial (Foto: Reprodução)

Mesmo sem um cenário competitivo tão consolidade ou relevante mundialmente, outros títulos de FPS ainda arrastam multidões de fãs e apresentam diversão ao jogador casual. Battlefield V, por exemplo, combina gráficos incríveis com a possibilidade de controlar veículos e naves. Como atrativo adicional, possui um modo singleplayer com narrativa e não foca apenas na jogabilidade em multiplayer.

Call of Duty possui uma liga rentável e muito público nos EUA e parte da Europa, mas é um fenômeno que ainda não encontrou penetração no Brasil. Apesar disso, é um dos títulos mais vendidos do mundo e seus vários modos extras, em especial o de eliminar zumbis, costumam fazer bastante sucesso.

Um que já é considerado clássico e fonte inspiradora para títulos mais recentes, em especial Overwatch, é Team Fortress 2. Ainda muito jogado, conforme o Steam Charts, ele foi um dos predecessores dessa mescla de 5v5 competitivo com battle-royale.

Não poderiam deixar de ser referenciados DOOM, Quake, dinossauros e precussores dos FPS como se vê hoje, Crossfire e Point Blank, ambos bastante populares no Brasil.