Integrantes de R6 de Liquid e MIBR falam sobre a pandemia

Nova realidade se impôs sobre treinos e jogos das principais equipes do País

Por Álvaro Damião Jr.

A pandemia do novo coronavírus obrigou os times da Pro League LATAM a mudarem suas rotinas para respeitar o isolamento social. Muitas equipes do cenário brasileiro começaram a treinar remotamente, cada jogador em sua residência, o que gerou impactos, em maior ou menor escala, no desempenho das equipes.

“Estamos com três jogadores na GH e dois em casa, além de mim. Creio que pode sim atrapalhar um poucos os treinos, mas nada grave. A gente sempre dá um jeito de suprir os problemas.” relata Adenauer “Silence”, técnico da Team Liquid, atual campeã da Pro League LATAM. “Nos adaptamos bem, pois hoje em dia existem várias formas de manter o treino em alto nível, mesmo não estando lá” completa o coach.

Atleta da MIBR, Lucca “MKing” já acredita que “existe uma diferença notável” entre as duas situações. “Acho vantagem sim você estar em uma GH comparado a cada um na sua casa. Querendo ou não, a estrutura de GH é propensa a (permitir) jogar em alto nível, comparado a jogar cada um de sua casa, onde é basicamente seu PC e sua internet”, explica.

O fato de a MIBR ter se submetido a treinamentos remotos, contudo, não foi usada por ele como justificativa para a equipe ter ficado em terceiro lugar na tabela, fora da zona de classificação às finais. ” Não vou dar desculpas pelo nosso desempenho nessa temporada, Mesmo o terceiro lugar não sendo a pior posição, queríamos o topo como sempre, mas erramos e batemos na trave novamente”, reconhece.

MKing em ação pela MIBR (Rainbow Six Brasil/Divulgação)

Premiação encorpada

Com o fim da Pro League da América do Sul na última terça-feira (14/04/2020), se iniciou de um grande hiato em campeonatos oficiais no calendário de Rainbow Six. O cenário brasileiro aguardava ansiosamente pela final mundial da Pro League S11, marcada para 16 e 17 de maio no Anhembi, São Paulo, mas, devido à pandemia, o torneio foi cancelado.

Com isso, a desenvolvedora Ubisoft repartiu a premiação, que seria de U$ 290 mil nas finais, entre as quatro regiões majoritárias: América Latina, Europa, América do Norte e Ásia, resultando em cerca de U$ 72,5 mil para cada. Dessa forma, o primeiro de cada região conquistou US$ 50 mil (pouco mais de R$ 250 mil, na cotação atual), enquanto o segundo recebeu U$ 22,5 mil.

A Pro League São Paulo seria a segunda edição no Brasil. Na primeira, em 2018, o mundo todo teve oportunidade de conhecer de perto a paixão dos fãs do Brasil com o esporte eletrônico, especialmente depois da vibração do público com os brasileiros da FaZe Clan.

FaZe bateu na trave na Pro League do Rio (Divulgação)

Entretenimento em meio à crise

Durante a pandemia, os Esports começaram a ser utilizados como uma das fontes de entretenimento para a população. A Fórmula 1, por exemplo, organizou um torneio online para suprir a interrupção da temporada, bem como a NBA e a Premier League.

Além dos campeonatos com chancela oficial, diversos torneios estão sendo desenvolvidos e pensados com o intuito de promover doações e ajudas a centros de caridade. No último fim de semana, o cenário de Rainbow Six ganhou o seu com o R6 Solidário, disputado por vários pro players para incentivar doações ao instituto Anjinho Feliz. O campeonato foi transmitido pelo canal da Twitch do principal narrador de Rainbow Six do Brasil, André Meligeni.