CS:GO: Relembre todos os times brasileiros que já tentaram jogar um Major

Equipes nacionais começaram a participar dos qualificatórios em 2015

Seis equipes brasileiras iniciam, nesta quarta-feira (22/04/2020), mais uma caminhada rumo ao torneio mais importante da temporada, o Major ESL One: Rio, marcado para novembro na Cidade Maravilhosa. No último torneio chancelado pela Valve, em Berlim, três times nacionais participaram, um recorde até o momento.

O caminho é complicado para as formações brazucas, mas já foi muito pior. Os Majors de CS:GO começaram a ser disputados em 2013, mas a primeira oportunidade para uma equipe brasileira ao menos tentar uma vaga, por meio de classificatório, aconteceu em 2015. E mesmo assim, foi uma época que os times nacionais eram obrigados a viajar para outro País e superar uma série de desafios.

A coisa melhorou e até vaga sul-americana direta nos Minor, mini-torneios de classificação aos Majors, foram conquistadas. Aqui nós relembramos todas as equipes nacionais que disputaram os diferentes tipos de classificatório para os campeonatos, sejam Closed Qualifiers em outros países ou os extintos Minors. Lembrando que na relação ano a ano, os times já garantidos no torneio não foram mencionados, caso da LG em 2016.

O caminho foi árduo até os brazucas da LG se tornarem lendas (Divulgação)

2015

KaBuM.TD/ Keyd Stars
GamesAcademy
/ Não Tem Como

Até 2015, os participantes eram definidos apenas com base em desempenho em competições anteriores e classificatórios espalhados, em grande parte, pela Europa. Uma ou outra equipe mais exótica, da Índia ou da Austrália, ganhava oportunidades de tentar um lugar no torneio chancelado pela Valve e só.

Em 2015, a Valve incluiu equipes de outras regiões para os qualificatórios e até se empolgou promovendo três Majors em um único ano, algo não repetido até o momento. Para o primeiro desafio da temporada, o ESL One: Katowice, em março, a KaBuM.TD foi convidada ao qualificatório em LAN e se tornou o primeiro time brasileiro de CS:GO da história a ter uma chance real de disputar o camp mais importante do cenário.

Pouco antes do classificatório, a formação brazuca foi adquirida pela Keyd Stars, atual Vivo Keyd. O time contava com os inseparáveis Gabriel “FalleN” e Fernando “fer” no elenco, completado por Lucas “steel”, atualmente na Movistar Riders, Ricardo “boltz”, hoje na BOOM, e Caio “zqk”, jogador da Imperial no momento.

Os primeiros brasileiros a pisarem na lu… digo, jogarem um Major (Divulgação/Keyd)

Nos dois Majors seguintes naquele ano, ESL One: Cologne, em agosto, e DreamHack Open Cluj-Napoca, em outubro, o sistema de classificação envolveu resultados nos torneios anteriores, o que garantiu a FalleN e cia, contratados pela Luminosity após Katowice, um lugar nas duas competições.

O único outro time brasileiro que teve uma chance (bem remota, é verdade) de ir a um Major, o de Cluj-Napoca no caso, foi a GamesAcademy, ex-Não Tem Como, que contava com Lincoln “fnx” e Epitácio “TACO”. Para o terceiro torneio de 2015, os participantes seriam completados pelos oito melhores colocados da DH Open de Estocolmo, mas os brazucas nem chegaram a ir para a Suécia.

Eles lutaram por uma vaga no torneio por meio do Closed Qualifier norte-americano, quando perderam para a Conquest, extinta equipe que, na época, abrigava nomes como Keith “NAF” e Will “RUSH”.

2016

Tempo Storm/ Immortals
WinOut

Para as competições de 2016, a Valve instituiu o chamado Minor, competição que reúne os melhores colocados dos qualificatórios fechados espalhados por cada continente e distribui apenas um punhado de vagas diretas ao Major. A América ganhou o seu Minor, mas, a princípio, sem espaço para times da América do Sul, o que obrigou os brasileiros a viajarem aos EUA.

Duas equipes brasileiras, Operation Kino e Team Alientech.BR, participariam do Closed Qualifier norte-americano que daria uma vaga direta para o Major de Columbus, nos EUA, em março, após vitórias nos qualificatórios abertos. Porém, elas não puderam viajar para a competição e desistiram. A Alientech contava com nomes como o atual coach da 9z Team, Rafael “zakk”, e zqk. A Kino tinha Denner “KHTEX”, hoje estrela da Imperial, e Alef “tatazin”, atualmente na Yeah.

Turma da Alientech não conseguiu viajar para o Qualifier (Divulgação/Alientech)

No segundo Major da temporada, ESL One: Cologne, em julho, a coisa melhorou. O título da LG no torneio anterior evidenciou o momento de ascensão do CS:GO brasileiro e a América do Sul ganhou direito a uma vaga direta no Minor, conquistada pela Big Gods. Como eles não puderam atender ao torneio, foram substituídos pela WinOut, do lendário Renato “nak” e da promessa Lucas “destiny”.

De quebra, a Tempo Storm foi outra org americana a apostar em uma line 100% brazuca, conseguindo convite direto para o Minor. Na época, depois do Minor ainda havia um qualifiatório global offline, então a Tempo, cujo time foi adquirido pela Immortals pouco depois, até ficou em 2º na América do Norte, mas falhou na etapa seguinte e não foi ao Major.

2017

paiN Gaming
Immortals
Luminosity

O fortíssimo time da Immortals, que contava com awper Vito “kNgV-” e boltz, foi convidado diretamente para o Closed norte-americano para o ELEAGUE Major: Atlanta, nos EUA, em janeiro de 2017, e chegou novamente ao Minor. Ele recebeu a companhia da paiN Gaming, que furou o qualificatório aberto. A paiN tinha o experiente zqk e o português João “KILLDREAM” na line e ficou a uma vitória de ir ao Minor das Américas.

No segundo Major do ano, o PGL Krákow, na Polônia, a Immortals recebeu novo convite, enquanto a Luminosity, reformulada após a saída de Fallen, Marcelo “coldzera” e cia para a SK Gaming, furou o classificatório fechado. De novo a paiN Gaming, de cara nova e com Paulo “land1n” e Gabriel “NEKIZ” na espinha dorsal do time, ficou com a vaga sul-americana e carimbou a segunda participação seguida no Minor.

Immortals foi vice-campeã do Major em 2017 (Divulgação/arte)

2018

Tempo Storm
Luminosity
Immortals
Team oNe
FURIA
Não Tem Como

Tempo e Immortals, com mudanças em seus elencos, falharam em ir ao primeiro Minor do ano por meio do Closed NA. Assim, LG e Team oNe foram os representantes brasileiros na briga por duas vagas no ELEAGUE Major: Boston, nos EUA, em janeiro, mas nenhum deles chegou perto das vagas.

Para o segundo Major do ano, O FACEIT de Londres, em setembro, a Valve abriu duas vagas para times sul-americanos no Minor, ocupadas pela Não Tem Como, de Lincoln “fnx” e João “felps”, e pela FURIA , que tinha Guilherme “spacca” como titular ainda. No Closed NA, Team oNe, que havia recém-transferido seu time para os EUA, e Luminosity tentaram o Minor, sem sucesso.

NTC atualmente é uma grife de roupas (Divulgação)

2019

Team oNe
Imperial
FURIA
INTZ
Sharks
Luminosity

Para o IEM Katowice em janeiro de 2019, o único time brasileiro que tentou a vaga no Minor por meio dos closed qualifiers gringos e não conseguiu foi a Luminosity. Com INTZ, Team oNe e FURIA no Minor, uma das vagas no Major ficou com os furiosos, um feito inédito para a org.

No segundo Major do ano, em Berlim, em agosto, cinco equipes brasileiras passaram pelos qualificatórios fechados norte-americanos e sul-americanos para disputar o Minor. Novamente a FURIA assegurou seu lugar. A INTZ se classificou para uma recém-criada repescagem global e conseguiu um lugar no torneio, fazendo com que o Brasil tivesse três representantes pela primeira vez na história.

2020

RED Canids Kalunga
BOOM
Imperial
MIBR
FURIA
Yeah

A pandemia do novo coronavírus antecipou os planos da Valve de mudar o sistema de classificação para os Majors. Como o evento no Rio de Janeiro foi atrasado para novembro e será o único do tipo no ano, os 24 participantes serão definidos por um sistema de distribuição de pontos por meio do ESL One: Road to Rio, que sediará torneios regionais para determinar os maiores pontuadores.

Seis equipes brasileiras estão no páreo, mas no máximo quatro, sendo extremamente otimista, podem chegar ao Major. A disputa será acirrada.