Com trk, MIBR pode ter 1ª formação ideal desde 2018

A iminente adição de Alencar “trk” ao elenco titular da MIBR pode significar a primeira vez que o time brasileiro conta com uma formação ideal desde as saídas de Jake “Stewie2K” e Tarik “tarik”, ao fim de 2018. O jogador é um desejo antigo e sempre esteve no radar do grupo capitaneado por Gabriel “FalleN”.

Com trk, a MIBR não está fazendo apostas ou escolhendo uma opção secundária para completar o elenco, como foi no caso de Lucas “LUCAS1”. O time conta exatamente com o que quer sem qualquer empecilho financeiro ou burocrático.

Relembre a trajetória do grupo até chegar ao seu atual “time dos sonhos”:

Felps pela segurança

A chegada de Epitácio “TACO” foi uma das prioridades para a reconstrução do time em 2019, assim como Wilton “zews” como coach, mas o retorno de João “felps”, em 2019, foi o plano B na ocasião porque a Team oNe fez jogo duro e pediu valores altos para liberar trk. A volta de felpera foi um porto seguro por ele ser experiente, estar em boa fase na INTZ e ter atuado com os demais no tempo de SK Gaming.

O reencontro não deu certo e quando felps foi substituído, em junho, após resultados ruins da equipe em torneios importantes, ficou claro que ele era um elemento destoante daquele time.

Zews no improviso

A saída repentina de coldzera, em julho de 2019, cerca de um mês antes do Major de Berlim, quebrou as pernas do grupo, que teve de usar o coach zews como quinto elemento e sofreu com isso. O resultado mais expressivo foi ter alcançado as semifinais do IEM Chicago, após superar Envy e G2 na fase de grupos, e também ter vencido o stand-off da BLAST Pro Series de Los Angeles diante da Renegades (atual 100 Thieves).

Após deixar o Major com uma vitória e três derrotas, o coach retornou à sua posição de origem e Vito “kNgV-” foi contratado, realizando as ambições antigas do grupo e contando com uma formação que oferecia mais opções no uso de AWP dentro do jogo.

No caso do awper, sua dificuldade em obter o visto norte-americano foi o fator principal para não ter se juntado ao MIBR mais cedo. Após sua documentação ter sido regularizada, ele foi finalmente contratado junto à INTZ para suprir a ausência de Marcelo “coldzera”.

LUCAS1 nunca foi prioridade

A chegada de Lucas “LUCAS1” em junho de 2019, no lugar de felps, foi uma tentativa do grupo, ainda com coldzera, de aumentar a sinergia no servidor e buscar resultados melhores. A saída do astro do time apenas um mês depois foi um banho de água fria nas pretensões iniciais do time, que teve de se reorganizar.

Em entrevista após a dispensa do jogador, zews revelou que LUCAS1 não havia sido a opção nº1 mas foi escolhido pelo fato de estar disponível e ser experiente o suficiente par ocupar a função. Portanto, novamente, a MIBR se organizava sem os pro players que considerava ideais, num esquema “é o que tem para hoje”. A saída de LUCAS1 em dezembro, após o fim do seu período de empréstimo juto à Luminosity, deixou isso bem claro.

Meyern foi uma aposta

O argentino Ignacio “meyern” foi introduzido ao elenco brasileiro no fim de 2019 e os próprios jogadores admitiram depois que foi uma aposta na tentativa de aumentar a mobilidade e versatilidade do time. Mesmo se mostrando habilidoso e tendo protagonizado alguns lances importantes, meyern não atingiu a expectativa e não conseguiu repetir seu protagonismo dos tempos de Isurus e Sharks.

Sendo assim, sua provável substituição por trk, que conforme o GE.com já treina com a MIBR, significa a primeira vez, desde a saída de Jake “Stewie2K” e tarik que a MIBR consegue contratar exatamente os jogadores que sempre quis, sem precisar recorrer a alternativas por motivos financeiros ou logísticos.

O próximo desafio do time é na edição regional da DreamHack Masters, em 20/05/2020, provavelmente com trk na formação titular. As atuações mostrarão se o time idealizado pelo MIBR funciona ou não e se a escolha de interromper o trabalho com meyern foi precipitada.