A BOOM só perdeu quatro jogos no Brasil; relembre

Título da GC Masters V no último fim de semana coroou semestre incrível em solo nacional

A pandemia do novo coronavírus obrigou a BOOM Esports a permanecer no Brasil após a disputa da fase sulamericana do Minor das Américas. Sem a possibilidade de jogar nos EUA, onde o time está sediado, a equipe aceitou os convites para disputar os torneios locais e mostrou o motivo de atuar no exterior. Venceu todas as competições que disputou no País e acumulou apenas quatro derrotas em cinco meses.

Desde o retorno ao Brasil, em março, a BOOM foi campeã do ESL One: Road to Rio : SA, do Campeonato Brasileiro de CS:GO (CBCS), do desafio GamersClub Redragon Challenge e, no último domingo (02/08/2020), do GamersClub Masters V, também carinhosamente chamado de “Major brasileiro”. Com performances dominantes em todos os torneios, o time de João “felps” e cia teve apenas um revés em cada um deles. Relembre:

Road to Rio – 0 x 2 oNe

Na estreia do Road to Rio: SA, em 3 de março, o elenco havia acabado de assinar com a BOOM após anos defendendo a INTZ e o resultado foi inesperado. A oNe vinha de reformulação e anos sofríveis competindo nos EUA, mas demonstrou muita força ao vencer por 19 a 16 no próprio pick, Nuke, e 16 a 14 no mapa de escolha do adversário, a Train. Na época, os Golden Boys ainda contavam com Alencar “trk”, hoje na MIBR.

Apesar da derrota, a BOOM não se abalou e venceu todos os jogos restantes, com direito a revanche diante da oNe, para assegurar uma vaga no Minor das Américas, que acabou cancelado e substituído pelos torneios em formato RMR. De bônus, houve uma mini polêmica entre o social media da oNe e João “felps” (veja abaixo).

CBCS – 5 x 16 Sharks

Com a confirmação da permanência do time no Brasil após a eclosão do novo coronavírus no planeta, a BOOM foi convidada para integrar o CBCS junto à Sharks, outra equipe brasileira que ficou no País por motivos idênticos. O duelo entre os dois times “de fora” logo na estreia da competição foi cercado de expectativa por um duelo impressionante, mas o que vimos foi um passeio da Sharks.

Jogando a Vertigo, que fazia parte dos picks da BOOM na época de INTZ, felps, Ricardo “Boltz” e cia não se encontraram em momento algum e foram amassados por um adversário que havia acabado de incluir um novo jogador no elenco – Mateus “supLex”  substituiu Olavo “heat” no time titular dos tubarões. Novamente, o revés não abalou o psicológico da BOOM, que se recuperou e venceu o torneio com sobras.

Redragon – 0 x 2 Isurus

Em entrevistas, o técnico da BOOM, Alessandro “Apoka”, falou repetidas vezes que ele enxergava os argentinos da Isurus com potencial para atuar no exterior. Pudera. Em 12 de junho, durante o Redragon Challenge, que dava direito a uma vaga no “Major brasileiro”, a GC Masters, a BOOM bateu contra o paredão hermano na final da chave dos vencedores. Derrotas por 16 a 8 no próprio pick, Mirage, e por 16 a 11 no pick adversário, Inferno.

Em roteiro repetido, o time se reergueu e, na grande decisão, mesmo iniciando a série melhor de cinco (md5) com um mapa de desvantagem, se vingou sobre a Isurus e se sagrou campeã por 3 a 2. Um detalhe interessante é que Mirage sempre fez parte dos picks da BOOM/INTZ, mas após o resultado no primeiro jogo contra os argentinos, o time de Apoka simplesmente baniu o mapa da md5, o que se provou uma estratégia acertada.

(Arte/BOOM)

GC Masters – 13 x 16 Keyd

De novo uma estreia e uma vez mais na Vertigo. Algumas coisas na trajetória da BOOM em 2020 parecem ter acontecido em looping, inclusive o enredo de redenção rumo ao título após um começo frustrante. No último domingo (02/08/2020), a equipe coroou a temporada no Brasil com título no torneio mais importante em solo nacional, diante da fortíssima paiN Gaming, mas a caminhada começou com um tropeço diante dos franco-atiradores da Vivo Keyd.

A transmissão do torneio e os analistas apontaram que a BOOM foi ingênua ao permitir a Keyd atuar na zona de conforto e escolher seu principal pick da temporada. Mesmo tendo superioridade técnica e mais experiência, os comandados de Apoka subestimaram o adversário e pagaram o preço. No fim, serviu de uma importante lição e, no reencontro entre os times para decidir quem passaria às semifinais, a BOOM baniu a Vertigo e venceu com certa facilidade.